Número de horas trabalhadas cresce na indústria paulista

Alta foi de 1,4% na passagem de abril a maio

As Horas Trabalhadas na Produção da indústria paulista apresentaram alta de 1,4% na passagem de abril para maio, sem influências sazonais, conforme aponta o Levantamento de Conjuntura da Fiesp/Ciesp. O índice está 7,2% acima de fevereiro de 2020, patamar pré-pandemia.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) atingiu 80,6%, avançando 0,9 pontos percentuais em relação a abril. O NUCI está 1,3 ponto percentual acima da média histórica (79,4%), apontando baixa ociosidade da indústria paulista no período. Já as Vendas Reais apresentaram redução de 1,5% entre abril e maio. Apesar da queda, o volume de vendas está 3,1% acima do nível pré-pandemia.

 

Sensor

A pesquisa Sensor da Indústria Paulista atingiu, no mês de junho, 52,5 pontos, na série com ajuste sazonal, resultado inferior ao de maio, quando registrou 53,4 pontos. No segundo trimestre, o Sensor fechou com uma média de 51,8 pontos, ficando acima da média registrada nos três primeiros meses de 2021 (50,6 pontos). Números superiores a 50 pontos indicam expansão dos indicadores.

A avaliação das condições de Mercado apresentou queda na comparação com o mês de maio, passando de 57 pontos para 53,4 em junho. O índice de Vendas também indicou desaceleração ao registrar 52,8 pontos no mês, ante os 54,4 de maio. Nesta leitura de junho, o indicador de Emprego fechou em 50,9 pontos, resultado muito próximo da leitura de maio (50,8 pontos).

Os Estoques continuam com os níveis abaixo do planejado. O indicador fechou em 57,4 pontos em junho, quando em maio eram 54,4 pontos. Números acima de 50 pontos indicam estoque abaixo do desejável e inferior a 50 pontos indicam sobrestoque. Já o componente Investimentos teve alta de 3,6 pontos, passando de 53,1 para 56,8 pontos em junho. Como o resultado permaneceu no campo de expansão, há indícios de aumento dos investimentos no mês.

É importante ressaltar que o avanço do processo de vacinação, um cenário de forte crescimento mundial e a renovação do auxílio emergencial são fatores que impulsionarão a indústria de transformação nos próximos meses.

Fonte: Fiesp